segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Relato sobre o evento "Pesquisa Mestres na Web: Conversando sobre seus resultados" por Gabriela Gonçalves e Rosemary Santos

Participamos hoje, dia 24 de outubro de 2009, do evento Pesquisa Mestres na Web: Conversando sobre seus resultados na PUC- RJ. O evento divulgou os resultados desta pesquisa, que iniciou-se em 2007 financiada pelo CNPQ. Inicialmente a profª Drª Maria Apparecida Mamede fez uma retrospectiva da História do grupo e de falou rapidamente do motivo do evento. Falou um pouco do que foi baseado a pesquisa e da importância do filósofo Bruno Latour no contexto da pesquisa. Apresentou a tarefa e disse que em seguida iríamos nos dividir em 4 grupos, chamados de Grupo Focal. Neste grupo um grupo de professores convidados das mais diversas Redes de Ensino juntamente com os Doutores da PUC responsáveis pela pesquisa iriam levar alguns questionamentos para debate e logo em seguida abriram para uma discussão para uma análise de dados e comparação com o que foi discutido.
Nós ficamos no Grupo Focal com mais ou menos 10 professores e cordenadores de Tecnologia e tínhamos como desafio a questão:
Porque a Internet é tão polêmica?
Alguns relatos:
" A Internet é polêmica porque a velocidade das informaçoes é muito grande"
"A Internet é tão polêmica porque através desta não é mais possível ter o controle, o poder da informação, Como a sociedade vive baseada em controle e a escola que nela está inserida, com a internet há o medo de não pode mais controlar oos dados, as informações e conhecimento."
" A internet é polêmica porque é algo novo e as pessoas podem usar para fazer coisas ruins."

"Dizer que a Intenet é polêmica é ver um aspecto muito amplo dela"
Outro questionamento:
Quais são os pontos positivos e negativos da Internet?
Alguns pontos positivos:
- Co-criação do conhecimento;
- Velocidade (observe que foi citada em momentos diferentes, um como negativo outro como positivo);
- Poder de simulação;
- Velocidade da aquisição do conhecimento em tempo real;
Alguns pontos negativos:
- Apropriação dos modos;
- Poder de dissimulação;
- Excesso de informações e, a dificuldade de filtra-las;
- Relação espaço privado X espaço público;
- "Possível" substituição do contato real pelo contato virtual;
Após o termino do grupo focal, voltamos para o auditório onde a profª Drª Maria Apparecida Mamede apresentou os resultados da pesquisa. O principal objetivo da pesquisa foi compreender como os docentes estão fazendo uso da Web em suas práticas de sala de aula. Para tal, aplicou-se um questionário aos professores das escolas com maior índice de aprovação no vestibular PUC, seja pelo vestibular clássico, ENEM e PROUNI. Este questionário foi elaborado de forma homóloga ao questionário utilizado na pesquisa anterior (JOVENS EM REDE). O retorno foi dado por 8 das 10 escolas selecionadas; neste momento ficou clara a distinção entre atitudes dessas escolas, algumas com resistência apenas responderam o questionário, passando a informação e outras como grande colaboração criaram um rede social, divulgando entre outras escolas o projeto de pesquisa. Ao todo foram recebidos 138 questionários, onde ocorreu predomínio de professores do ensino médio, de disciplinas diversas, com longo tempo de magistério (acima de 15 anos) e com distribuição de gênero equilibrada. Durante o evento, muitos dados foram apresentados, demonstrando assim o caráter quantitativo da pesquisa.
Entre esses dados, chamaram minha atenção a grande maioria das respostas sendo positivas, como por exemplo, 83,3% dos professores usam o computador há mais de 8 anos e em outra pergunta, 57,2% aprenderam a mexer no computador sozinhos. Enquanto ao uso dos computadores na escola, muitos relataram ter plena disponibilidade e liberdade para tal, porém não deixando de relatar que tem dificuldade de portabilidade e mobilidade.
Uma hipótese levantada foi que o computador e a internet reforçam a jornada de trabalho do professor, e por conta disto, pode ainda estar ocorrendo essa predominância de aulas expositivas e material impresso. O que também, não mudou foi a questão monetária e de relacionamentos. Outros dados coletados foram sobre o tempo livre dos professores, onde verificaram a diminuição do uso da TV (indagando assim, será que pela falta de qualidade na programação ou pela substituição da fonte de informação pela internet?), porém mesmo assim, os meios impressos ainda são de maior confiança.
A pesquisa também buscou saber o que este professor faz na internet e o que ele não faz. Sendo 93,5% utilizam sites de pesquisa, 71,7% email, 72,5% páginas informativas, 27% download programas e aplicativos, 54,3% digitam textos, provas e documentos, comprovando a reclamação dos professores sobre o aumento da jornada de trabalho (observe que as porcentagens não somam 100%, sendo assim fica claro a utilização de mais de um desses itens apresentados). Sobre o que o professor não faz foi enumerado diversos itens: envia correntes, visita chats, atualiza e visita blogs e fotologs, frequenta cursos online, joga online e realiza transições bancárias. Após a exposição dos dados fomos divididos em dois grupos para as oficinas.
A oficina final do curso chamada Degustação Tecnológica teve como objetivo desenvolver com os professores aspectos técnicos da construção de apresentações de slides no power point 2003. Para tal, o professor doutorando Alexandre Rosado apresentou o tema a ser trabalho no slides O jovem, a internet e o papel da escola, além de ensinar a fazer alguns recursos básicos no power point como inserir hiperlinks, inserir imagens, formatar imagens, transição entre slides, tempo de exposição do slide, galeria de design do ppt etc. Ao final da produção foi exposta uma explicação de como o power point pode ser usado em sala e estrutura de slides didáticos (pouco texto, imagens, poucos efeitos).

Para entrar em contato com o grupo de pesquisa: jovens.rede.pucrio@gmail.com




sábado, 24 de outubro de 2009

SEMIC-UERJ-2009

No dia 09 de outubro, foi apresentado o artigo “Edição de imagem na Web 2.0: As potencialidades da interface Picnik na prática pedagógica” durante um dos eventos da "20ª UERJ SEM MUROS" que contemplava a 18ª semana de iniciação científica (SEMIC). Esse evento é realizado anualmente pela instituição de ensino superior, UERJ, com a finalidade de expor alguns resultados, interesses ou vertentes das produções dos alunos durante a iniciação científica (produzido através de quadro teórico discutido no GPDOC- Grupo de Pesquisa Docência na Cibercultura). O trabalho foi exposto ao publico e avaliado por dois professores orientadores de pesquisa da própria instituição.
O artigo tem como objetivo conhecer um pouco dos programas de edição de imagens e sua evolução na Web, até a chegada dos softwares de edição de imagem on-line como, por exemplo, a interface analisada nesse trabalho, o Picnik.
As interfaces digitais baseadas no on-line vêm ganhando espaços consideráveis devido ao seu poder de interatividade (Silva), mediada em rede mundial, pois essa fase vem se caracterizando pela emergência da web 2.0 com seus softwares sociais e pela mobilidade (Santos). Para fundamentação desse artigo, nos valemos do estudo teórico mostrando a evolução das imagens (Santaella) dentro desse fenômeno da web e sua nova geração visando à obtenção da aprendizagem significativa para a educação. Esse trabalho tem a finalidade mostrar como os professores podem utilizar todos os recursos dessa interface, o Picnik, na sua prática pedagógica.
Apresentação de slides- http://www.slideshare.net/izabelitachaves/edio-de-imagem-na-web-20

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

XIV Semana da Educação

Olá GPDOC e PPP!

A XIV Semana da Educação está acontecendo entre os dias 20 a 22 de outubro de 2009 com a temática "70 anos do Curso de Pedagogia no Brasil". A programação abrange oficinas, mini-cursos, mesa redonda e palestras, além de apresentação de trabalhos, pôsteres e monografias. Nesse post pretendo relatar sobre a apresentação do trabalho da nossa querida colega do GPDOC: Mônica Resino.

O trabalho intitulado como As mídias na prática docente explicou um pouco sobre a nossa pesquisa Docência na cibercultura: laboratórios de informática, computadores móveis e educação online em especial sobre o eixo 1 A docência nos laboratórios de informática e com computadores móveis que pretende investigar como os docentes vêm utilizando em seu trabalho os laboratórios de informática e os computadores móveis.

O trabalho apresentado por Mônica continha os dados sobre os computadores móveis. De acordo com esta, a pesquisa foi realizada através de questionários com perguntas abertas e fechadas, que foram respondidos por 55 professores da rede estadual. A questão norteadora do trabalho foi como os professores articulam as mídias em sua prática docente.

Foi verificado que dentre estes, 9 não utilizam as mídias e 45 as utilizam para busca de imagens, filmes, fotonovelas, jornais, etc. Como resultado do mapeamento das respostas podemos tirar algumas conceituações sobre a utilização das TICs por esses professores; alguns não utilizam(ainda no paradigma da transmissão), outros utilizam como recurso didático, como acesso aos meios e modos de produção ou como mediação do conteúdo.

A pesquisa utiliza a metodologia da pesquisa-formação, portanto um resultado final pretendido seria contribuir para a formação continuada dos sujeitos envolvidos, porém devido a insignificativa adesão não foi possível dar continuidade ao projeto de formação.

Bom, pessoal espero ter entendido bem os resultados da pesquisa!

Gabriela Gonçalves

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Relato sobre o 7º Encontro de Educação e Tecnologias de Informação e Comunicação por Gabriela Gonçalves

Boa noite GPDOC e PPP!

Voltei para relatar sobre o 7º Encontro de Educação e Tecnologias de Informação e Comunicação que ocorreu durante os dias 21 e 23 de setembro na Universidade Estácio de Sá. O evento contou com conferências, trabalhos, pôsteres e uma mesa redonda. Infelizmente não pude assistir toda a programação, pois não podia faltar algumas aulas. Mesmo assim, absorvi alguns novos conceitos e informações que considero de suma importância na discussão sobre o uso das TICs em sala de aula.

A primeira conferência, Cibercultura no Brasil: campo científico, epistemologias de referência e novos horizonte, do Professor Eugênio Trivinho chamou-me muita atenção por trazer novos conceitos como dromologia, dromocracia, dromoaptidão e dromoinaptidão.

Os trabalhos apresentados estão disponíveis no site http://etic2009.wordpress.com/artigos. Dentre os trabalhos que vi gostei muito de dois: Práticas Docentes Em Transformação: O Projeto Conexão Professor e o Impacto das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação de Adriano Freitas(http://etic2009.files.wordpress.com/2009/09/adriano-vargas.pdf) e Tecnologias de Informação e Comunicação na Formação de Professores de Maria Inês Rocha de Sá(http://etic2009.files.wordpress.com/2009/09/maria-ines.pdf). O primeiro discuti sobre o impacto que os laptops com 3G distribuídos em 2008 pela Secretaria de Educação Estadual do Rio de Janeiro causaram nos professores, além de mapear as habilidades e competências necessárias para que eles utilizem esta tecnologia. O segundo trabalha a questão da presença das TICs na formação dos professores brasileiros.


Como não consegui assistir mais nenhuma palestra, meu post acaba por aqui! Aguardo contribuições e comentários.

Homensagem a Hélio Oiticica

Homenagem a Hélio Oiticica, um dos artistas plásticos brasileiros de maior renome internacional, com obras expostas em vários países.
Hélio Oiticica participou do movimento neoconcretista ao lado de nomes
como Lígia Clarke, Amílcar de Castro e Ferreira Gullar. E teve,
recentemente, parte de seu acervo destruído em um incêncio.

http://www.pitoresco.com.br/brasil/oiticica/oiticica.htm


domingo, 18 de outubro de 2009

Professores no Brasil: impasses e desafios

GATTI, Bernardete; BARRETTO, Elba
Siqueira de Sá. Brasília: Unesco, 2009.

O texto Professores do Brasil: impasses e desafios nos mostra os diversos problemas na formação inicial e continuada dos professores brasileiros, a baixa remuneração, pouco tempo para estudo, péssimas condições de trabalho, um grande buraco entre a teoria e prática, falta de projeto político pedagógico, demanda crescente e radical de cursos de EAD sem a preocupação com a qualidade, falta de plano de carreira, contato direto com problemas de violência que cercam nossas escolas e das quais os professores são quase sempre as vítimas, pouco incentivo para estudos e aprimoramento profissional, graves problemas de saúde pelas más condições de trabalho, propostas curriculares verticalizadas... São tantos problemas apresentados que a própria UNESCO diz ser urgente uma revolução nas estruturas funcionais e na formação dos professores.

Já não era sem tempo!

Eu não sabia, mas somos o terceiro maior grupo de trabalho do País e mesmo assim acompanhamos todos os dias através de documentos como este, como em tantos outros que circulam na rede e nos congressos e seminários que participamos como a profissão do Professor vem sofrendo com o descaso das autoridades em todos os níveis, tanto no âmbito federal, como estadual e municipal.Assistimos a queda substancial nos cursos de formação de professores pelos baixos salários e pelas condições de trabalho: 50% dos docentes recebem menos de R$ 720 por mês, pouca fiscalização das universidades privadas que oferecem cursos de má qualidade e pagam salários indignos aos professores que para sobreviver precisar trabalhar em várias escolas para garantir um salário que o permita “sobreviver”.
A Lei de Diretrizes e Bases estabelece que os professores precisam ter curso superior para ensinar na educação básica que abrange do ensino infantil ao nível médio. Mas os professores que estão nas salas de aula hoje saem da faculdade despreparada para o magistério. A formação dos docentes no Brasil é o problema crônico da educação brasileira, na opinião de especialistas. O grande desafio da universidade brasileira é, em curto prazo, instituir propostas consistentes de formação de professores e de educação continuada para os mesmos, especialmente para aqueles que atuam na rede pública.
É necessário repensar e revisar a qualificação dos docentes da educação fundamental e básica, qualificando professores, preparando-os para a docência, revisando a relação teoria-prática, a competência técnica e científica, o enriquecimento cultural e profissional, permanentemente. O simples diploma de licenciado não garante, no mundo de hoje, capacidade para liderar o processo de aprendizagem. Há que se buscar aperfeiçoamento, dinamismo, vontade forte de ousar para altos horizontes e vivenciar contextos diferentes na educação. É preciso investimento.É preciso vontade política!

Retirei dos dados levantados pela UNESCO, aqueles que gostaria de dá maior ênfase, acrescentando a eles algumas observações.

1. Somos o 3º grupo de trabalho mais numeroso do Brasil
2. Possuímos o maior número de instrução com nível médio e superior
3. O grupo de professores é o grupo mais homogêneo dos pesquisados
4. 83% dos professores fazem parte do setor público e destes 83% e 77% são professores da Ed.básica
5. Do quadro geral de professores 77% são mulheres, com um número mais alto na Educação infantil
6. Os docentes que se consideram brancos é uma grande maioria, aumentando os nº de não brancos nos níveis mais baixos de escolaridade(interessante este dado)
7. A grande maioria dos docentes possui apenas um trabalho com sua maioria na Ed Infantil, seguida do Fundamental e do Médio
8. Geralmente um professor trabalha 30 horas semanais.
9. A maioria dos docentes na área do magistério são do sexo feminino(primeiro pedagogia e demais licenciaturas)
10. Somos os estudantes que têm uma faixa de idade mais velha
11. O grupo majoritário (50,4%) concentra-se nas faixas de renda média (entre 3 a 10salários mínimos), mas observa-se clara inflexão para a faixa de renda mais baixa, de 1 a 3 salários mínimos, (39,2%), o que pode ser interpretado como a profissão de professor ser um meio acessível para ascensão social de estratos de origem popular a carreiras mais qualificadas.
12. A grande maioria dos docentes licenciandos trabalham 40 horas semanais e por isso resta pouco tempo para estudo(outro ponto importante)
13. Os licenciandos que fazem pedagogia, o fazem por que a bagagem cultural inferida pela escolaridade da mãe é maior entre os licenciados das áreas específicas de conhecimento.
14. Licenciando raramente lêem jornais, no entanto, a grande maioria tem cesso a Internet e a utiliza principalmente para fazer trabalho dos cursos.
15. Em face da exigência legal de formação em nível superior para todos os professores feita pela lei 9394/96, o lócus da formação inicial docente desloca-se integralmente para o ensino superior.(há uma correria para a universidade para dá conta de uma Lei sem ao mesmo preocupar-se com a qualidade dessa formação)
16. A iniciativa privada detém a maior parte dos cursos e das matrículas, embora se note que o poder público vem se comprometendo mais com a formação de professores do que em décadas anteriores. A despeito do grande esforço de ampliação de vagas feito pelas instituições públicas, as matrículas nas privadas têm aumentado em proporções maiores, entre os motivos, pela maior oferta de vagas que oferecem no período noturno.

17. Quanto às Licenciaturas a distância deve-se considerar que:
A expansão das licenciaturas a distância no país faz parte da política induzida pelo MEC que decorre da exigência de formação docente em nível superior e de estudos realizados em 2004 que estimavam uma demanda de formação docente para a educação básica de cerca de 875 mil vagas. Nesse ano o MEC convoca as universidades federais a oferecerem cursos de licenciatura a distância em Pedagogia, Matemática, Física, Química e Biologia. Elas se organizam em consórcios e passam a atuar nas diferentes regiões. Em 2005, decreto presidencial determina a equivalência de certificados e diplomas de EAD e de cursos presenciais, e em 2006 é criada a Universidade Aberta do Brasil, visando promover a formação inicial e continuada a distância de professores da educação básica. A UAB tem propiciado a articulação entre as IES, estados e municípios para expandir e interiorizar a oferta de nível superior a populações longe dos grandes centros. A reordenação do campo da EAD cria condições de crescimento acelerado da modalidade no setor publico e no privado. De acordo como Censo da Educação Superior, dos 107 cursos de licenciatura em 2004, passa-se a 408 em 2007; das 59 mil matrículas, salta-se para 369 mil, embora o número de vagas oferecido seja muito maior que o de matrículas. O setor privado evolui de 15% das matrículas em 2005 para 45% em 2007. Questionamentos são feitos sobre a qualidade desses cursos, e o debate sobre EAD está muito radicalizado. Não há que demonizar a educação a distância, atribuindo suas tentativas de expansão meramente às políticas de globalização que sucateiam o ensino e substituem as relações humanas pelas TIC’s. Não obstante, a defesa da democratização do acesso à educação superior que a EAD possibilita se justifica se representar efetivamente uma oportunidade de formação de professores com qualidade. Existem bons cursos de nível superior a distância, inclusive no Brasil, como os das Universidades Federal e Estadual do Mato Grosso, reunidas em consórcio. A União não dispõe do aparato necessário para o devido acompanhamento e supervisão de EAD em todo o território nacional e a capacidade de multiplicação muito rápida dessas licenciaturas, dá ainda margem a excessivas improvisações, desde a própria formulação do projeto pedagógico e da estrutura curricular dos cursos, até as questões ligadas ao seu funcionamento, à freqüência e aproveitamento dos alunos; ao papel dos tutores, sua formação e condição de trabalho; à construção de materiais, aos estágios nas escolas básicas e outras tantas.

O que vemos nas Instituições de ensino a distância é que muitas não oferecem igualmente os pólos educacionais com equipamentos e acesso a internet rápida, bibliotecas de apoio com uma expressiva diversidade e quantidade de obras fundamentais e complementares para os cursos oferecidos, apoio constante aos alunos tanto online quanto presencial e não possuem mecanismos de avaliação permanente dos alunos que estão em curso e também das próprias condições de funcionamento dos centros ou pólos. Compete ao MEC uma constante supervisão e avaliação dos cursos para verificar se os parâmetros mínimos exigidos estão sendo cumpridos e se, ao longo do tempo, as instituições se prontificaram a oferecer melhorias e mais possibilidades de crescimento aos alunos matriculados. Penso que os mecanismos de EAD podem ser de grande valia para o país não apenas no que tange a formação dos novos docentes ou da qualificação e graduação daqueles que já estão no mercado de trabalho e precisam completar seus estudos, mas que as maiores possibilidades do EAD para a formação dos professores reside na qualificação permanente, na atualização através de cursos complementares, na criação de redes de intercâmbio constante entre os educadores. Enfim, precisamos de uma discussão mais ampla no que diz respeito a Educação a distancia no Brasil.

Trago alguns links importantes sobre avanços e problemas em EAD

http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=14463&chapterid=10966
http://www.ccuec.unicamp.br/ead/impressao_html?foco2=Publicacoes/78095/736194&focomenu=Publicacoes&imprimir=1
http://www.ead.unisc.br/portalead/documentos/referenciais_qualidade_ead.pdf




Postado por Rosemary dos Santos




quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Relato sobre a Palestra “TV Digital e Educação” da Professora Simone de Lucena

Olá, GPDOC e PPP!

Novo Post para falar sobre a Palestra “TV Digital e Educação” da Professora Simone de Lucena da Universidade Tiradentes (UNIT) (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4700714D1) que ocorreu nessa quinta-feira, dia 8 de outubro de 2009, na UERJ.

Esta palestra foi realizada com dados retirados de sua pesquisa de mestrado cujo título éUm estudo sobre a interatividade nos ambientes virtuais da internet e a sua relação com a educação: o caso da AllTV”. A apresentação foi maravilhosa, aprendi muito sobre TV Digital, e refleti ainda mais sobre as diversas formas de dominação das mídias de massa sobre o que nós telespectadores “gostariamos” de assistir.

Mas então, o que interessa à Educação nessa temática?

Ao decretar a implementação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, o governo brasileiro tem como finalidade principalmente fortalecer a educação a distância e a inclusão social. Para tal, faz-se necessário pensar em novas práticas pedagógicas. Estas novas práticas deverão ter como finalidade a formação de cidadania, e não meros consumidores de informação, como é a intenção das mídias de massa ao monopolizar as camadas de transmissão de dados com seus sinais HDTV.

O advento da TV digital (TVD) permitirá a utilização de recursos que antes não eram possíveis com o sistema de transmissão analógico, já que poderá proporcionar, em teoria, a bidirecionalidade, ou seja o uso de um canal de retorno que a tornaria interativa, sendo assim potencializadora de espaços não-lineares e coletivos de construção de conhecimentos e culturas. Ao pensar em novas educações para a TVD é imprescindível a interatividade, pois esta será uma das possibilidades de alunos e professores tornarem-se autores e co-autores de conhecimentos significativos. Novas linguagens e novas formas de sociabilidades serão construídas por meio de relações horizontais em espaços dialógicos que priorizem a formação para o exercício da cidadania.”(PRETTO e FERREIRA)

Portanto, para nós educadores a TVD é uma nova possibilidade de interatividade para construção e co-construção de conhecimentos, transformando assim as escolas em um pólo potencial de criação.

Pessoal, então é isso, a palestra foi muito proveitosa pois tirei dúvidas sobre o que é a TVD, além de me deixar bem mais antenada sobre o assunto. Espero que tenha aguçado em vocês a mesma curiosidade que Simone agusou em mim, este assunto é novo, porém cheio de surpresas para serem descobertas e nós devemos ir atrás delas!

Gabriela Gonçalves - Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UERJ

Algumas TVDs:

http://tvuol.uol.com.br/

http://tv.pucsp.br

http://www.ea.ufrgs.br/eatv/

http://www.alltv.com.br/

Referências

DECRETO nº 5.820/06. Fonte: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5820.htm acessado em: 12/10/2009

FERREIRA, Simone de Lucena. PRETTO, Nelson De Luca. Possibilidades Interativas do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre. Fonte: http://www.twiki.ufba.br/twiki/pub/GEC/TextoTVD/pretto_lucena_tvdigital06.pdf acessado em: 12/10/2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Professores do Brasil: impasses e desafios

Olá pessoal do PPP , do GPDOC e da rede!

Vamos estudar o relatório de pesquisa "Professores do Brasil: impasses e desafios" coordenado pela profa. Bernadete Gatti. Este texto é resultado de uma pesquisa encomendada pela UNESCO que a autora apresentou numa sessão especial na Anped.

Procurem mapear e comendar dados que agreguem valor as nossas pesquisas.

Acesse o texto na url: http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001846/184682POR.pdf
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Palestra Profª Simone Lucena

Nesta 5ª feira dia 08 de outubro às 18:30 na UERJ, aconteceu a Palestra da professora Simone Lucena sobre a TV Digital no Brasil. Professora Simone Lucena
é doutora em Educação na Universidade Federal da Bahia – UFBA . Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia. Atualmente é Professora Titular da Universidade Tiradentes (UNIT) onde atua no Programa de Pós-graduação em Educação na linha Educação e Comunicação. Pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP).
Após a leitura de sua Tese, a minha participação na palestra teve como referencial o que foi debatido pelos colegas presentes e os links do que foi lido* e ouvido na palestra.
A palestrante nos trouxe inicialmente uma reflexão sobre as dimensões políticas, econômicas e teóricas da TV Digital no Brasil. Relatou sobre a sua trajetória de pesquisa e sobre as transformações sociais, políticas, econômicas, educacionais e tecnológicas pelas quais a sociedade contemporânea vem passando e as formas de os sujeitos construírem o conhecimento, se colocarem no mundo e se relacionarem. Para a professora essas transformações são ao mesmo tempo, includentes e excludentes em função dos valores e interesses(financeiros, econômicos e políticos) de cada País.
Foi-nos apresentada uma retrospectiva linear da televisão como o veículo de comunicação mais utilizado por pessoas de diversas partes do mundo para obter informações e entretenimento e como ela passou por diferentes transformações tecnológicas. Esta tecnologia ainda é vista como mais um recurso de comunicação que apresenta somente uma melhor qualidade de som e de imagem. Além destas mudanças operacionais outras ocorreram a exemplo das transmissões via antena terrestre (VHF) ou por satélite, cabo e pela internet (WebTV). Entretanto a grande transformação é, sem dúvida, a digitalização do sinal emitido para cada aparelho. Este sinal que era por ondas eletromagnéticas agora é por dígitos (0 e 1). O que caracteriza uma mudança radical e potencializadora de conhecimento principalmente na educação.
Foram apresentadas algumas iniciativas de sites na internet que disponibilizam TV via Web, mas que ainda usam o sentido unidirecional UM PARA TODOS e onde os espectadores assistem passivamente a programação, sem a interatividade, como na TV analógica que temos na sala da nossa casa: http://www.alltv.com.br,
http://tv.terra.com.br/. A professora Edméa contribuiu acrescentando que com o digital os sujeitos deixam de ser espectadores para tornarem-se sujeitos interagentes: aqueles que com a potencialidade do digital criam, produzem e disponibilizam conteúdos, somente com a interatividade é possível que os sujeitos possam obter a informação, filtrá-la, administrá-la e manipulá-la de maneira que possa convertê-la em algo que seja significativo para ele.
Em outro momento foi dado destaque para a o processo que inclui produção, transmissão e recepção de conteúdo de radiodifusão que vem passando por transformações, principalmente com a inserção das tecnologias digitais. O que hoje estamos chamando de TV digital é exatamente a digitalização da segunda etapa do sistema, ou seja, é a parte da transmissão da radiodifusão. As transformações proporcionadas pela TV digital são inúmeras e muitas já eram esperadas como, por exemplo, fazer a seleção e gravação de programas de acordo com a preferência do sujeito. Porém, outras alterações, que sequer foram imaginadas ainda, poderão ser adicionadas ao sistema digital, uma vez que este sistema permite que todo conteúdo em formato digital possa ser facilmente manipulado.
Professora Simone nos falou também de suas inquietações com a publicação do Decreto nº 4.901 de 26 de novembro de 2003, pois não houve discussões sobre as possibilidades de democratização da comunicação, de exercício da cidadania ou de inclusão social e a maneira como a TV é tratada: apenas como uma questão tecnológica.
No Brasil foram realizadas algumas pesquisas visando à utilização da TV digital na educação. Uma destas pesquisas foi realizada pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), que criou o Serviço de Apoio ao Professor em Sala de Aula (SAPSA). Este serviço tem o objetivo de disponibilizar conteúdos multimídia educacionais em aulas presenciais, como forma de melhorar a interação entre professor e alunos.
Existem no mundo três modelos (americano, europeu e japonês) de TV digital, utilizados pela maioria dos países, o Brasil utiliza o modelo japonês. Em 2003, quando foi publicado o Decreto que instituiu o Sistema Brasileiro de Televisão Digital, houve uma esperança de que esta nova TV pudesse favorecer a democratização da comunicação e a inclusão social. O investimento feito pelo governo de aproximadamente R$50 milhões no desenvolvimento de pesquisas indicava que teríamos uma tecnologia nacional que atenderia às necessidades da sociedade brasileira, principalmente no que dizia respeito à formação de uma rede de educação à distância e da inclusão social. Mas, como sempre acontece este investimento foi desconsiderado pelo governo ao adotar o modelo japonês como sendo o padrão para o SBTVD. Entendemos que a discussão sobre a implantação da TV digital não é apenas uma questão de escolhas tecnológicas sobre a melhoria da qualidade do som e da imagem. Esta é uma discussão política, econômica, social e educacional e, por este motivo, deveria ter acontecido um grande debate na sociedade com o objetivo de esclarecer a população sobre as potencialidades desta nova mídia.
Um ponto alto da palestra e que particularmente gostei bastante foi a apresentação do cordel da TV digital, disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=teO5p-Py-zY.
O Brasil tem dado mostra de ser um país com grande possibilidade de inovação no campo tecnológico. Para a implantação de novos serviços na TV digital como, por exemplo, multiprogramação, interatividade e mobilidade será preciso mudar a legislação de comunicação de alguns países, inclusive do Brasil, cujo Código Brasileiro de Telecomunicação é de 1962. O aproveitamento do espectro eletromagnético que poderá ser utilizado para a implantação da multiprogramação é um exemplo da necessidade de mudanças nas leis de comunicação, pois no Brasil, por exemplo, as emissoras de TV são as responsáveis pela produção, operação e transmissão de programas. Ou seja, são ao mesmo tempo operadoras e programadoras, a exemplo da Rede Globo, Rede Record, SBT etc.
*Tese da Professora Simone Lucena disponível em:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_o\
bra=137220

ALGUNS LINKS SOBRE TV DIGITAL
Fazendo Media http://www.fazendomedia.com/novas/movimentos260906.htm
Blog TV Digital Intervozes http://www.intervozes.org.br/blogdatvdigital/
Vídeos sobre TV Digital
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/06/356214.shtml
Cordel da TV Digital – Luciana Rabelo
http://www.ciranda.net/spip/article300.html
Grupo de Pesquisa da UFPB http://www.ldmi.ufpb.br/grupodepesquisa
Sistema Brasileiro de Televisão Digital http://sbtvd.cpqd.com.br/
Revista Com Ciência da SBPC sobre TV Digital
http://www.comciencia.br/comciencia/
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação http://www.fndc.org.br/
Sobre o SAPSA
http://www2.cpqd.com.br/1/4566+fatos----tv-digital-nas-escolas-sapsa-tv-digital.\
html
http://sbtvd.cpqd.com.br/
Blog da professora Simone Lucena: http://trocandoideias.wordpress.com/

Postado por Rosemary dos Santos


32° reunião anual da ANPED

Olá, GPDOC e PPP!

Este post é para relatar um pouco sobre minha experiência na 32° reunião anual da ANPED que ocorreu do dia 04 a 07 de outubro de 2009 na cidade de Caxambu/MG. O evento é divido em 24 GTs (Grupos de Trabalho), do qual participei do GT 16 - Educação e Comunicação. Neste GT tivemos apresentações incríveis, com os temas mais diversos (jogos eletrônicos, mídias impressas, cinema, tv, computador e internet, comunicação on-line, blogs). Os resumos e trabalhos completos estão disponíveis no site: http://www.anped.org.br/reunioes/32ra/trabalho_gt_16.html.

Como foi a minha primeira visita à Caxambu e ao evento, fiquei muito surpreendida com a hospitalidade da cidade e também impressionada com a Secretária de Educação local, ao disponibilizar um ônibus para nosso transporte no primeiro dia de evento. A cidade é maravilhosa e super organizada; ocorreu até um show no Centro para os congressistas. Por onde passavámos havia faixas dando boas vindas! Para quem tiver oportunidade de visitar, não deixe também de conhecer o Parque das águas, com 12 fontes de água mineral que “podem curar todas as doenças do mundo” (o que achei bem peculiar). Ainda assim vale a pena passar uma tarde conhecendo aquele lugar com muito verde e ar puro.

Sobre o GT, tenho observações que me aflingem sempre que vou a apresentações de trabalho. Não consigo deixar de me incomodar com apresentações onde só é feita a leitura do slides, e neste evento não foi muito diferente. Houve leitura de slides e leitura de texto, mas de igual modo ocorreram algumas excessões que se destacaram. Dentre todos os trabalhos, indico dois dos quais considerei mais interessantes: Afetividade, Aprendizagem e Tutoria Online, de Carmen Lúcia de Araújo Paiva Oliveira – UFAL (http://www.anped.org.br/reunioes/32ra/arquivos/trabalhos/GT16-5141--Res.pdf) e Universitários S/A: Empreendedorismo e gestão dos talents nas mídias contemporâneas, de Roberto Rafael Dias da Silva – UNISINOS (http://www.anped.org.br/reunioes/32ra/arquivos/trabalhos/GT16-5261--Res.pdf).

No primeiro, gostei do tema e do quadro teórico, mas também observei que a apresentadora estava um pouco nervosa. Mesmo com pouco tempo, consegui entender perfeitamente o que estava sendo exposto e o que pretendia o trabalho.

O segundo trabalho foi um presente para o GT; acho que todos gostaram! O apresentador foi maravilhoso, utilizou de uma narrativa fantástica e bem fluída. Conseguiu explicar tudo sobre sua pesquisa desde o objeto ao objetivo e a conclusão. Ele falou um pouco sobre a formação do sujeito universitário no contexto atual, e eu posso dizer como uma universitária que ele interpretou de forma coerente o que acontece com os jovens da minha geração.

Na ANPED, todo GT tem um Minicurso na Programação (http://www.anped.org.br/reunioes/32ra/programacao_gt/programacaogt16.pdf) e nós fomos comtemplados com a presença de Nelson de Pretto (UFBA) e Maria Helena Silveira Bonilla (UFBA) com o tema Você é o que compartilha: ética hacker, software livre e educação”. Pretto fez uma apresentação bem dinâmica, com vídeos ilustrativos e uma linguagem leve.

Bom, pessoal, basicamente é isso, qualquer curiosidade, comente que depois dou retorno!

Gabriela Gonçalves - Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UERJ